sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Contradição e Duplicidade: Sintomas da Mentira


Contradição e Duplicidade: Sintomas da Mentira

Como podemos descobrir se alguma coisa (ensino, doutrina, afirmação) é falsa?

Uma característica visceral da falsidade é a contradição ou duplicidade.

Por exemplo, quando falamos que certa pessoa é “duas caras” estamos falando que ela é “uma mentira”.

A Mentira é caracterizada pela duplicidade.

Um outro exemplo: Suponha que 2 pessoas (A e B) estão dando Testemunho de que um certo homem (C) roubou um carro.

Como podemos saber se o testemunho é falso ou verdadeiro?

Resposta: Coloquemos o testemunho desses dois homens à prova.

Perguntemos isoladamente para “A”: Qual foi o carro que “C” roubou?
Resposta de A: Ferrari

Perguntemos isoladamente para “B”: Qual foi o carro que “C” roubou?
Resposta de B: Porsche

Note que à um mesmo evento, fora dado duas respostas contraditórias, portanto o Testemunho desses dois (A e B) é falso!!! É uma Mentira.

Outro Exemplo, Lembre-se do relato Bíblico do Rei Salomão onde duas mulheres (A, B) afirmavam ser as mães de um mesmo bebê (o outro estava morto) 1 Reis 3:16-28; 2 Crônicas 1:1-12 e 1 Reis 4:29-34.
Qual delas estava falando a Verdade? E qual está mentido?
Ora, a característica visceral da Mentira é a contradição/ duplicidade.

Valendo-se dessa premissa Salomão ordenou que a criança fosse cortada no meio e que cada mulher recebesse a sua metade.

Reação da Mulher A: “Isso mesmo corta a criança!”
Reação da Mulher B: “Não!Não! Que a criança fique com a outra mulher!!”

Quem é a mãe verdadeira? Quem está mentindo?
Para saber quem está mentindo basta olhar para quem está promovendo uma mensagem contraditória/dúplice:

Quem afirma ser mãe e ao mesmo tempo diz: “Isso mesmo corta a criança!”
Portanto a duplicidade/contradição da mulher A mostra que ela é mentirosa.

Portanto é vital sabermos que a Verdade não pode conter:

Não pode conter contradições ( 1 Timóteo 6:20)
Não pode conter interpretação dúplice ( Ezequiel 12:24 )

Jah é o Pai da Verdade:
Jah enviou Jesus para falar a Verdade
Se nós queremos ser seguidores de Jesus temos que falar a Verdade, assim aquilo que falamos não pode conter contradições, interpretações dúplice.

O Pai da Mentira é o Diabo.
Por isso é de extrema importância colocarmos à prova aquilo que ensinamos para não proclamarmos mentiras.

Em vários artigos desse blog tenho demonstrado como a mensagem em torno da doutrina de 1914 é visceralmente cheia de contradições e interpretações dúplices.

Questionar e fazer perguntas é fundamental no aprendizado:
Imite as crianças, pergunte-se:

Perguntas: (vários artigos):
Se Jesus sentou no trono de Jah, à sua destra, no verdadeiro trono, nos céus, de modo que todos no céu devem dobrar os joelhos diante dele, como afirmar que Jesus se tornou o rei do reino dos céus apenas em 1914? (Atos 2:33-36, Col 3:1, Rev 3:21, Fil 2:9-11, 1 Pedro 3:22, 1 Tim 6:15, Lucas 22:69)

Se a tenda ou reino de Davi foi reerguido mediante Jesus, como dizer que o trono de Davi ficou vago até 1914? (Atos 15:14-18)
Se Jesus ao ascender aos céus recebeu de Deus toda autoridade nos céus, sobre anjos e autoridades, sobre governos não só desse sistema de coisas, mas no que há de vir, como dizer que ele foi feito Rei nos céus apenas em 1914? (1 Pedro 3:22)

Se as Escrituras se referem à Jesus, após Jah ordenar que ele sentasse em seu trono , à sua destra, como único Potentado, Rei dos reis – como dizer que Jesus se tornou Rei nos céus apenas em 1914? (1 Tim 6:15)

Se os cristãos são chamados de embaixadores de Cristo, não é por que Cristo é Rei da pátria celestial? Os embaixadores não Representam um governo, um reino em um país distante que não faz parte deste governo (ainda)? Uma embaixada não serve para representar um Reino?

Se há a Jerusalém celestial, com miríades de anjos e esses mesmos anjos devem dobrar os joelhos no nome de Jesus, e esses anjos estão sujeitos a Jesus, não é porque Jesus é o Rei deles? O Rei do Reino dos Céus , da Jerusalém celestial?

Lembre-se, a Verdade não pode conter:

Não pode conter contradições ( 1 Timóteo 6:20)
Não pode conter interpretação dúplice ( Ezequiel 12:24 )

Todos aqueles que estão dispostos a sair “de sua região de conforto” em busca da Verdade podem e devem colocar todas as coisas à prova. (1 João 4:1)

Entender que Jah fez de seu Filho Jesus o Rei do Reino dos céus quando disse à Jesus que sentasse em seu trono, à sua destra, a quase 2 mil anos atrás é fundamental para entendermos verdades a respeito do Reino de Deus e de seu Cristo Jesus.

João 14:6 Jesus disse-lhe: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.Ninguém vem ao Pai senão por mim.

João 16:13 No entanto, quando esse chegar, o espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade, pois não falará de seu próprio impulso, mas falará as coisas que ouvir e vos declarará as coisas vindouras

9 comentários:

Henrique Sousa disse...

Paulo, muito interessante você usar a lei da não-contradição para detectar enganos na doutrina TJ. Você já estendeu a aplicação deste princípio de forma mais geral na Bíblia?

Paulo Vicentini disse...

Sim, basicamente aquilo que contradiz a mensagem de Jesus Cristo, não pode ser considerado como Palavra de Deus - esteja escrito onde estiver.

Henrique Sousa disse...

Mas e se for a respeito do próprio Jesus, como seu nascimento ou morte?

Por exemplo: antes de Jesus nascer, seus pais moravam em Belém ou Nazaré? Por que foram para Belém (se não moravam lá)? Quanto tempo ficaram em Belém e para onde foram em seguida? Por quê?

Se cada evangelho contasse uma narrativa diferente (e contraditória), poderíamos concluir que o nascimento de Jesus foi inventado?

Paulo Vicentini disse...

A narrativa de certo evento, tal como o nascimento de Jesus, pode até apresentar contradição. Mas tais "eventos" não fazem parte "per se" do ensinos de Jesus, a saber, aquilo que ele declarou no sermão do monte em especial.

Não podemos afirmar categoricamente fatos relacionados com o nascimento ou morte , etc. Mas podemos afirmar categoricamente que:

"Ame o próximo como a ti mesmo."
"Tens de amar o vosso inimigo"
"Todas as coisas que quereis que os homens vos façam, vós tendes de fazer da mesma forma a eles..."
etc

É isso que é a "Palavra de Deus"

Henrique Sousa disse...

Paulo Vicentini:
"Não podemos afirmar categoricamente fatos relacionados com o nascimento ou morte , etc."

Paulo de Tarso:
"E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé." - 1 Coríntios 15:13-14

Se você não pode afirmar categoricamente fatos relacionados com o nascimento ou morte, e a ressurreição é um fato relacionado à morte assim como a divindade de Jesus é um fato relacionado ao nascimento, então a pregação também é vã mesmo segundo princípios bíblicos.

Ou, em outras palavras: se você não tem como determinar que os relatos relacionados com nascimento ou morte são certos, como dizer se as palavras e ensinamentos atribuídos a Jesus foram mesmo proferidas por ele?

Paulo Vicentini disse...

Deveria parecer claro que os eventos a serem desconsiderados são os de importância nula para com os fundamentos do ensino de Cristo. (sensatez)
Obviamente a ressureição não se enquadra nessa categoria.

Em relação especificamente à ressurreição, deixou-se a seguinte prova empírica:

Jo 14:21 Quem tem os meus mandamentos e os observa, este é o que me ama. Por sua vez, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me mostrarei claramente a ele.”

Henrique Sousa disse...

Acho que temos entendimento diferente do que significa prova empírica.

Mas continuemos na questão da não contradição. Em ordem cronológica de autoria dos evangelhos:

1. Que pessoas foram ao túmulo e não viram o corpo de Jesus?
Marcos: Maria madalena, Maria mãe de Tiago, e Salomé. (16:1-2)
Mateus: Maria Madalena e a outra (?) Maria. (28:1)
Lucas: Mulheres (muitas? 23:27,49,55) vindas da Galiléia, incluindo Maria madalena, Joana, e Maria mãe de Tiago (24:1,10).
João: Maria madalena (20:1), depois Pedro e o discípulo amado, e finalmente Maria (madalena novamente, 20:11).

2. Quem elas encontraram lá?
Marcos: Um homem dentro do sepulcro, vestido de branco. (16:5)
Mateus: Um anjo vindo do céu, que removeu a pedra da porta do túmulo e se assentou sobre ela, e guardas, que se assustaram com tal evento. (28:2-4)
Lucas: Dois homens com vestes resplandecentes que entraram no sepulcro depois delas. (24:4)
João: Maria madalena ninguém encontrou a princípio (20:1-2), assim como Pedro e o discípulo amado. Tendo voltado, Maria encontrou viu dois anjos dentro do sepulcro (20:11-12), depois Jesus ainda dentro do sepulcro (20:14).


3. Como e a quem Jesus apareceu primeiro?
Marcos: A Maria madalena, reconhecível.(16:9)
Mateus: Reconhecível, no caminho de volta, e se anunciando às duas Marias. (28:9)
Lucas: A dois discípulos, irreconhecível, no caminho de Emaús. (24:13-16)
João: A Maria madalena, do lado de fora do sepulcro, quase irreconhecível. (20:11-14)

Poderíamos continuar, mas podemos ver que quase todos os detalhes são dúbios. Sobre um mesmo evento, quatro respostas contraditórias foram dadas, portanto o testemunho dos quatro (autores dos evangelhos) é falso!!!. Estou aplicando sua regra de forma correta? Porque se eu estiver, então não há um testemunho verdadeiro a respeito da ressurreição.

O mesmo que testemunha da ressurreição é o que testemunha de Jesus ter dito que se manifestaria (o autor do evangelho atribuído a João). A mesma falsa testemunha. Então pergunto novamente: como você pode confiar que alguém sabe o que Jesus disse ou o que lhe aconteceu? Como pode confiar em uma falsa testemunha?

Paulo Vicentini disse...

A resposta a essa pergunta envolve uma resposta empírica:

Eu mesmo sou uma testemunha de que Jesus está vivo. Porque ele se manifestou a mim.

Henrique Sousa disse...

Novamente discordamos do que empírico significa (para mim esta resposta é autoritária). Mas continuarei postergando este assunto.

A manifestação de Jesus a você seria possível sem aceitar o Novo Testamento da Bíblia como fonte de informação sobre quem Jesus foi e fez no primeiro século?